29.8.08
27.8.08
My Generation
Conversa ao Telefone:
- ééé!! adoro quando falam "estou numa fase", ou melhor ainda, "já passei dessa fase". Parece Videogame, hehehehe.
- huahauahuahauaha, o problema é como a gente passa de fase?
- Sei lá!
- Quantas moedas pra próxima?
- hahahahaha, não sei. O que eu sei é que eu ainda não matei o chefão dessa...
- Nem eu! a sensação é que eu tô empacada nessa. Ainda não passei, já era pra estar em outra, com emprego.
- Nem eu, nem eu...
- Poxa, pelo menos eu não fiz o combo "casar + ter filhos", que nem certas pessoas, só pra dizer que passou de fase...
- hauihaiuahaiuhaihauiah, É a Warp Zone!!!
- haiuhaiuahaiuhaiuhaiuahiauhaahaiuahauihaiuhauiahuiaha
- Nossa, como fui nerd nessa...
- ééé!! adoro quando falam "estou numa fase", ou melhor ainda, "já passei dessa fase". Parece Videogame, hehehehe.
- huahauahuahauaha, o problema é como a gente passa de fase?
- Sei lá!
- Quantas moedas pra próxima?
- hahahahaha, não sei. O que eu sei é que eu ainda não matei o chefão dessa...
- Nem eu! a sensação é que eu tô empacada nessa. Ainda não passei, já era pra estar em outra, com emprego.
- Nem eu, nem eu...
- Poxa, pelo menos eu não fiz o combo "casar + ter filhos", que nem certas pessoas, só pra dizer que passou de fase...
- hauihaiuahaiuhaihauiah, É a Warp Zone!!!
- haiuhaiuahaiuhaiuhaiuahiauhaahaiuahauihaiuhauiahuiaha
- Nossa, como fui nerd nessa...
22.8.08
Counting Blue Cars
Dia abortado total.
Minha mãe ficou presa no supermercado.
Meu irmão matou aula em função de uma pequena reunião familiar - não ficou nem meia hora.
Amanhã - dentista e não sei quantas horas de telemarketing pra renegociar dívidas.
Salvação da lavoura? Maratona Arquivo X mais tarde, Cerveja amanhã.
Ainda no espírito olímpico - Foto de uma lanchonete em Pequim, onde o dono teve a brilhante idéia de traduzir o nome do estabelecimento de Chinês pro Inglês:
Minha mãe ficou presa no supermercado.
Meu irmão matou aula em função de uma pequena reunião familiar - não ficou nem meia hora.
Amanhã - dentista e não sei quantas horas de telemarketing pra renegociar dívidas.
Salvação da lavoura? Maratona Arquivo X mais tarde, Cerveja amanhã.
Ainda no espírito olímpico - Foto de uma lanchonete em Pequim, onde o dono teve a brilhante idéia de traduzir o nome do estabelecimento de Chinês pro Inglês:
20.8.08
All These Things That I've Done - Parte II
Continuando o que foi interrompido pelo sono absurdo e uma puta dor nas costas (meu computador tá na mesinha de centro da sala, tô praticamente postando em um kotatsu).
Antes, vale falar: fiz meu cadastro no site do show da Madonna (u-hu)! A idéia de pré-cadastro pareceu boa, depois das minhas experiências anteriores com a Vertigo Tour. Se funcionar no dia vai compensar o precinho de 150 pratas (ui) pela meia-entrada (ouch).
Bem, sobre os assuntos anteriores, não queria ficar me prendendo a falar toda hora sobre bsb. Acho que já deu. O problema foi a preguiça de postar quando cheguei, agora vai ficar muito "samba de uma nota só".
A prova foi melhor do que eu esperava, a cidade é legal (se bem que lembra muito Del Castilho na área residencial - ver foto), revi a Resula, dei umas voltas na cidade, na ida vi o Zeca Pagodinho no aeroporto e Detonautas na volta (cléeeston!) além de voltar no mesmo avião que o Charles Gavin e Tony Bellotto (rolou algum evento em bsb, por que também tinha um mini fã-clube da Pitty no aeroporto quando desembarquei), meu vôo atrasou e perdi o aniversário do meu padrinho.

Deu, já falei tudo o que tinha pra falar disso. Next!
Sim, meu irmão está namorando. Diz ele que não, mas na prática, está.Tirando o fato de que ele continua mal-humorado e pé-no-saco, as coisas mudaram um pouco.
Pra melhor.
Next!
Sem trocadilhos com o filme do Tom Hanks, sim, a 9th acabou. Sejamos francos, a série já tinha ido pro saco há muito, mas muito tempo (Segunda Temporada? Alguém viu?) e a nossa paciência também. Sem revelar detalhes, apenas digo que foi uma decisão unânime. A relação custo-benefício de noites de sono perdidas, trabalho constante à espera de uma Terceira Temporada que sabe-se-lá deus se vai ser boa não compensa nem um pouco. "E se for boa?" - ué, a gente volta.
Por hora, precisamos tocar a vida pra frente.Next!
Olympic Games Beijing 2008
Sim, eu me empolgo muito com olimpíadas! Acho lindo, acho fantástico, perco o sono, assisto as provas mais estúpidas (marcha atlética, por exemplo), choro na abertura, choro no encerramento, choro quando alguém perde, choro quando ganha - eu desidrato feio no sofá.
Ignorando parte da demagogia relativa a "união dos povos", a grande sacada dos jogos olímpicos é que a idéia funcionou independentemente da intenção que os criou.
Explico.
Era pra ser uma "recriação" dos jogos gregos, baseados na disputa entre iguais - o que nunca incluiu todos. Se nos jogos da Antigüidade os "iguais" eram homens de uma determinada elite e perder significava vergonha, na Era Contemporânea (Era Moderna my ass, pra quem não sabe, a Era Moderna vai do fim da Idade Média até meados da Revolução Francesa, portanto estamos nos Jogos Olímpicos da Era Contemporânea ou, no caso dos mais puristas, Era Pós-Contemporânea, depois da Queda do Muro de Berlim.) os jogos foram criados como forma de distração para uma elite acadêmica européia, com um discursinho meia boca de "o que vale é competir" e/ou "todos os povos são iguais".
A questão é que, para desgosto de Coubertin, o slogan pegou. Literalmente. Quase por acaso.
Em 1896 a idéia (brilhante cof, cof) era pegar os estudantes de faculdades européias (talvez americanas também) e colocá-los em disputas baseadas nos jogos originais (basicamente as provas de atletismo e um ou outro esporte da elite que já era praticado nessas universidades). Diferente das competições esportivas regulares, não poderiam participar atletas profissionais (que ganhavam salários pra competir, ligados a federações e clubes) e as representações não seriam por equipe ou por universidade e sim por país - o que aumentaria o número de competidores, já que muitos estudantes eram de países estrangeiros.
Até meados de 1920, a idéia prosseguiu mais ou menos fiel ao princípio, mas logo os slogans e simbolismos "universalistas" (termo da época pro que chamamos hoje de Globalização) ganharam vida própria - os países começaram a seguir as regras do COI, fundando suas próprias confederações olímpicas e reivindicar um lugar nos jogos.
Sem poder voltar atrás e impôr critérios que contradiziam os lemas, os jogos passaram gradativamente a incluir cada vez mais países, novas modalidades e categorias de atletas. Dos 16 países na primeira olimpíada, 24 na segunda, 29 na sétima (onde o Brasil e as mulheres puderam participar pela primeira vez), 49 na décima-primeira (a primeira a ser transmitida pela TV e a primeira com a Tocha Olímpica, inventada por Hitler), 112 na décima-nona; chegamos a 204 na vigésima-nona (atual), onde atletas profissionais são autorizados a participar, bem como crianças acima de 15 anos (dependendo do esporte) e atletas para-olímpicos (com eventos paralelos e separados).
Negros, Aborígenes, Índios, Mulheres, Gays, Transexuais (desde que não usem hormônios nas vésperas da preparação), Portadores de Deficiência - todos já ganharam medalhas de ouro e participam regularmente. Além disso, dos momentos que imortalizaram os jogos, alguns não foram necessariamente momentos de vitória.

O que me leva ao título desse e do post anterior - "All These Things That I've Done", música da banda The Killers que virou trilha de um dos vídeos mais emocionantes que eu já vi na vida. Ok, é uma propaganda da Nike, mas e daí? Foi criada justamente dentro do chamado "espírito olímpico" onde "o importante não é competir..." blá, blá, blá, Whiskas Sachet...
Mas limpando a demagogia inerente dos países e governantes (inclusive os da Rússia, né?), o anúncio consegue emocionar justamente por não perder tempo reforçando lema algum e simplesmente mostrar na prática e em cenas que inclúem tanto derrotas, quanto vitórias, o que é que realmente importa - o impulso - mesmo super batido, nunca o tema "Just do it" fez tanto sentido.
Pra quem não percebeu meus posts agora levam títulos de músicas que eu acredito que tenham a ver (ou não) com o tema ou com o momento que eu estou vivendo. Nesse caso o anterior (que deveria englobar tudo isso, mas não deu tempo) começou justamente depois que eu vi o vídeo. Oito vezes seguidas. Aproveitei o trocadilho pra contar o que se passa, mas não podia deixar o resto de lado. Até porque tô ouvindo a música direto, talvez tenha algo a ver com algo além das olimpíadas, mas ainda não saquei o quê exatamente (é melhor não perder tempo tentando definir um sentimento bruto).
Fica o vídeo pra quem tiver curiosidade e mais um, com o atleta Oscar Pistorius, o último a aparecer no vídeo anterior. Oscar, que não tem as duas pernas e sim próteses de carbono, foi impedido de competir em Beijing pois foi concluído que, com as próteses, teria vantagens sobre os demais atletas.
Antes, vale falar: fiz meu cadastro no site do show da Madonna (u-hu)! A idéia de pré-cadastro pareceu boa, depois das minhas experiências anteriores com a Vertigo Tour. Se funcionar no dia vai compensar o precinho de 150 pratas (ui) pela meia-entrada (ouch).
Bem, sobre os assuntos anteriores, não queria ficar me prendendo a falar toda hora sobre bsb. Acho que já deu. O problema foi a preguiça de postar quando cheguei, agora vai ficar muito "samba de uma nota só".
A prova foi melhor do que eu esperava, a cidade é legal (se bem que lembra muito Del Castilho na área residencial - ver foto), revi a Resula, dei umas voltas na cidade, na ida vi o Zeca Pagodinho no aeroporto e Detonautas na volta (cléeeston!) além de voltar no mesmo avião que o Charles Gavin e Tony Bellotto (rolou algum evento em bsb, por que também tinha um mini fã-clube da Pitty no aeroporto quando desembarquei), meu vôo atrasou e perdi o aniversário do meu padrinho.

Deu, já falei tudo o que tinha pra falar disso. Next!
Sim, meu irmão está namorando. Diz ele que não, mas na prática, está.Tirando o fato de que ele continua mal-humorado e pé-no-saco, as coisas mudaram um pouco.
Pra melhor.
Next!
Sem trocadilhos com o filme do Tom Hanks, sim, a 9th acabou. Sejamos francos, a série já tinha ido pro saco há muito, mas muito tempo (Segunda Temporada? Alguém viu?) e a nossa paciência também. Sem revelar detalhes, apenas digo que foi uma decisão unânime. A relação custo-benefício de noites de sono perdidas, trabalho constante à espera de uma Terceira Temporada que sabe-se-lá deus se vai ser boa não compensa nem um pouco. "E se for boa?" - ué, a gente volta.
Por hora, precisamos tocar a vida pra frente.Next!
Olympic Games Beijing 2008
Sim, eu me empolgo muito com olimpíadas! Acho lindo, acho fantástico, perco o sono, assisto as provas mais estúpidas (marcha atlética, por exemplo), choro na abertura, choro no encerramento, choro quando alguém perde, choro quando ganha - eu desidrato feio no sofá.Ignorando parte da demagogia relativa a "união dos povos", a grande sacada dos jogos olímpicos é que a idéia funcionou independentemente da intenção que os criou.
Explico.
Era pra ser uma "recriação" dos jogos gregos, baseados na disputa entre iguais - o que nunca incluiu todos. Se nos jogos da Antigüidade os "iguais" eram homens de uma determinada elite e perder significava vergonha, na Era Contemporânea (Era Moderna my ass, pra quem não sabe, a Era Moderna vai do fim da Idade Média até meados da Revolução Francesa, portanto estamos nos Jogos Olímpicos da Era Contemporânea ou, no caso dos mais puristas, Era Pós-Contemporânea, depois da Queda do Muro de Berlim.) os jogos foram criados como forma de distração para uma elite acadêmica européia, com um discursinho meia boca de "o que vale é competir" e/ou "todos os povos são iguais".
A questão é que, para desgosto de Coubertin, o slogan pegou. Literalmente. Quase por acaso.
Em 1896 a idéia (brilhante cof, cof) era pegar os estudantes de faculdades européias (talvez americanas também) e colocá-los em disputas baseadas nos jogos originais (basicamente as provas de atletismo e um ou outro esporte da elite que já era praticado nessas universidades). Diferente das competições esportivas regulares, não poderiam participar atletas profissionais (que ganhavam salários pra competir, ligados a federações e clubes) e as representações não seriam por equipe ou por universidade e sim por país - o que aumentaria o número de competidores, já que muitos estudantes eram de países estrangeiros.
Até meados de 1920, a idéia prosseguiu mais ou menos fiel ao princípio, mas logo os slogans e simbolismos "universalistas" (termo da época pro que chamamos hoje de Globalização) ganharam vida própria - os países começaram a seguir as regras do COI, fundando suas próprias confederações olímpicas e reivindicar um lugar nos jogos.
Sem poder voltar atrás e impôr critérios que contradiziam os lemas, os jogos passaram gradativamente a incluir cada vez mais países, novas modalidades e categorias de atletas. Dos 16 países na primeira olimpíada, 24 na segunda, 29 na sétima (onde o Brasil e as mulheres puderam participar pela primeira vez), 49 na décima-primeira (a primeira a ser transmitida pela TV e a primeira com a Tocha Olímpica, inventada por Hitler), 112 na décima-nona; chegamos a 204 na vigésima-nona (atual), onde atletas profissionais são autorizados a participar, bem como crianças acima de 15 anos (dependendo do esporte) e atletas para-olímpicos (com eventos paralelos e separados).
Negros, Aborígenes, Índios, Mulheres, Gays, Transexuais (desde que não usem hormônios nas vésperas da preparação), Portadores de Deficiência - todos já ganharam medalhas de ouro e participam regularmente. Além disso, dos momentos que imortalizaram os jogos, alguns não foram necessariamente momentos de vitória.

O que me leva ao título desse e do post anterior - "All These Things That I've Done", música da banda The Killers que virou trilha de um dos vídeos mais emocionantes que eu já vi na vida. Ok, é uma propaganda da Nike, mas e daí? Foi criada justamente dentro do chamado "espírito olímpico" onde "o importante não é competir..." blá, blá, blá, Whiskas Sachet...
Mas limpando a demagogia inerente dos países e governantes (inclusive os da Rússia, né?), o anúncio consegue emocionar justamente por não perder tempo reforçando lema algum e simplesmente mostrar na prática e em cenas que inclúem tanto derrotas, quanto vitórias, o que é que realmente importa - o impulso - mesmo super batido, nunca o tema "Just do it" fez tanto sentido.
Pra quem não percebeu meus posts agora levam títulos de músicas que eu acredito que tenham a ver (ou não) com o tema ou com o momento que eu estou vivendo. Nesse caso o anterior (que deveria englobar tudo isso, mas não deu tempo) começou justamente depois que eu vi o vídeo. Oito vezes seguidas. Aproveitei o trocadilho pra contar o que se passa, mas não podia deixar o resto de lado. Até porque tô ouvindo a música direto, talvez tenha algo a ver com algo além das olimpíadas, mas ainda não saquei o quê exatamente (é melhor não perder tempo tentando definir um sentimento bruto).
Fica o vídeo pra quem tiver curiosidade e mais um, com o atleta Oscar Pistorius, o último a aparecer no vídeo anterior. Oscar, que não tem as duas pernas e sim próteses de carbono, foi impedido de competir em Beijing pois foi concluído que, com as próteses, teria vantagens sobre os demais atletas.
"Jamais poderia imaginar acordar um dia e ouvir que um jovem sem pernas tem vantagens sobre os outros"
Luca Pancalli, presidente do Comitê Paraolímpico Italiano.
Luca Pancalli, presidente do Comitê Paraolímpico Italiano.
"I've got a soul, but i'm not a Soldier,
I've got a soul, but i'm not a Soldier,
I've got a soul, but i'm not a Soldier..."
I've got a soul, but i'm not a Soldier,
I've got a soul, but i'm not a Soldier..."
All These Things That I've Done - Parte I
O post anterior deveria ter sido postado no dia 09/08, mas meu computador deu pau de novo, só saiu hoje, com mais de 11 dias de diferença. Bem, andei fazendo muita coisa e não deu tempo de voltar pra resgatar o post do rascunho salvo automaticamente (god bless the blogspot). O assunto em si nem perdeu muito o timming, mas do dia 09 pra cá, já perdi o fio da meada de outros assuntos que tinha pra comentar.
Hora de começar o ginko biloba ?
Hora de começar o ginko biloba ?
Por alto boa parte do meu tempo tem sido consumido pelas Olimpíadas e pilhas de concursos públicos. Ainda nem comentei a viagem a Brasília, nem a volta dos meus amigos da Zooropa, nem o namoro do meu irmão, nem o fim da 9th. Só de pensar dá uma preguiça. Eita.
Falando em preguiça, o Dorival Caymmi morréu (chorei horrores vendo o Matheus Nachtergaele cantando "Maracangalha" no Festival de Gramado) e claro, bateu uma tristeza.
Se os bons começarem a morrer, o que será de nós? Ainda tá brabo substituir essa gente, e Vanessa da Mata a parte, não dá pra viver de NX Zero e CPM 22. Desanima, aliena.
No cinema o time melhora a cada dia que passa, porém na música parece que o lixo virou padrão de qualidade e tem muita coisa inferior a essa margem - igual a discussão de "abaixo da linha da pobreza" e "pobre": a percentagem da população brasileira que vive "abaixo da linha da pobreza" diminuiu, agora é "pobre"... Adouro.
Ufanismos a parte, mudemos de assunto.
Brasília.
Passei nem mais que 48 horas na cidade, mas deu pra ver muita coisa. As fotos ficaram meio ruins - shame on me.
Gostaria de ter ficado um pouco mais, mas tive a sensação de que não tinha muito além do básico pra ver - a cidade tem uma vida cultural razoável e muitos museus, mas em pleno fim-de-semana o comércio inteiro não funcionou. Não tinha ônibus, o metrô é pífio (não funciona fora do horário comercial e tem poucas linhas) e sem carro nada rola - ou seja, em dois dias vi quase tudo do roteiro turístico.
Amanhã conto mais, bateu soninho.
Partiu Orfeu ?
Amanhã conto mais, bateu soninho.
Partiu Orfeu ?
9.8.08
Walking After You

Dá licença, eu pre-ci-so falar sobre o filme.
Apesar de ter prometido a mim mesma que não ia falar sobre isso. Tem coisa pior que ficar enchendo os outros com uma coisa que só você é fanática e ninguém mais (Pior,10 anos depois)? Fiquei meio envergonhada, porém ontem assisti ao segundo filme e não pude evitar. Se você não assistiu e não gosta de Spoilers pare aqui, mas eu vou dividir meus comentários em... digamos... nível de conhecimento sobre a série.
Pra quem não é fã, nem nunca ouviu falar:
O filme é razoável pra essa categoria, dependendo do gosto pessoal, por ter uma historinha fechada, bem amarrada e personagens simpáticos. Discordo da crítica sobre a participação do Xzbit e da Amanda Peet, que achei bem legais apesar do cheirinho de "eu já vi esse agente antes" que ficou no personagem Agente Drummy (trocadilho infame, diga-se de passagem).
Pra quem viu o primeiro filme ou alguns episódios ou ambos :
Nesse aspecto a queda é brusca e violenta. O roteiro, centrado em um caso de assassinato em série, eliminou o caráter mitológico da série (veja item abaixo para melhores explicações) ou seja, nenhum alienígena deu as caras - o que por si só é fator para afastar aqueles que sempre estiveram na periferia da comoção que a série causou nos anos 90.
Comparado ao primeiro filme, "Arquivo X 2 : Eu quero acreditar" perde em termos de fotografia, visual, ritmo e na exploração dos temas lançados pela série que podiam ser aproveitados no filme.
Os personagens parecem perdidos em suas próprias definições e apesar do esforço dos atores, mais do que acostumados em encarná-los, o roteiro não ajuda, criando uma Scully aguada e um Mulder feliz (?!?) perto da profundidade que tinham. Fica uma sensação de que todo o alvoroço da série e do filme anterior eram injustificados e de que Arquivo X não era lá grandes coisas. Nenhum fã novo foi "criado" com esse filme. Ninguém vai correr pra re-assistir a série. O fanatismo foi sepultado e sem muitas honras.
Pra quem é fanático, assistiu a série toda, o filme anterior e gastou boa parte da mesada em quinquilharias da série:
Bem, por incrível que pareça o filme ganha um pouco nessa "faixa de público". Rever os personagens é sempre maravilhoso, Duchovny parece que melhorou um pouco sua técnica de (não-) atuação depois de "Californication", foi ótimo rever Skinner e se alguém souber qual anti-idade que a Gillian Anderson usa, mail me. Mesmo não sendo um filme e sim um episódio mediano estendido, daqueles de meados da 2º e 3º temporada, continua sendo bom. Nem só de Aliens se faz uma série.
Algumas inside jokes valeram e muito do filme se deve a sempre presente química dos dois atores principais, que face as últimas mudanças na série (temporadas 8 e 9), sofreram uma boa adaptação. O melhor "mulderism" foi a cena em que uma esperançosa Amanda Peet dá mole e ele nem comenta - só olha com uma cara de "Minha filha eu to velho pra isso, e putz, a Scully finalmente dorme comigo" - Essa versão Mulder 2008 foi melhor que meus últimos 10 anos de expectativa.
Ainda assim parece beeeeem fraquinho. Volto a dizer que faltou um bom roteiro e muita coisa ficou de fora - dá pra entender, em termos, que boa parte da equipe técnica nem tchuns pro filme 2: David Nutter ("Terminator: The Sarah Connor Chronicles", "Supernatural", etc.) , Glen Morgan ("Bionic Woman", etc.), Vince Gilligan ("Hancock", etc.), Paul Rabwin ("Life on Mars", etc.), Lori Jo Nemhauser ("Entourage", "Six Feet Under", etc.) - todo mundo muito ocupado pra voltar a trabalhar com X-Files.
Mas pela lista de trabalhos posteriores, a série fez escola e redefiniu o padrão de séries nos EUA, já que quase todas as que vieram depois empregam ex-funcionários de Chris Carter, sem contar as carreiras no cinema.
Mas no geral, quem ficou segurou as pontas - roteiro escrito nas coxas, preguiça na produção técnica, muito dinheiro e pouca vontade, questionamentos "religiosos" (cof, cof) - mas o resultado é bom, confirmando a minha tese (de mais de 10 anos atrás) de que um episódio ruim de Arquivo X ainda é melhor que muito episódio bom de outras séries.
Aqui entra um pouco de confissão - eu nunca vi o final da série.
(ohh!....)
¬¬
O motivo é simples: Sou do tipo de fã ultra-mega-hard-xiita que detestou com todas as forças a palhaçada da mudança Vancouver-Los Angeles (essa só fã lembra) e começou a perceber que ali os ratos já estavam abandonando o barco. A série foi ladeira abaixo depois do T-1000 (ponto onde eu abandonei), da Xena e do filho da Scully. (ok, confesso que boiei quando isso foi mencionado no filme, sei só por alto o que aconteceu). A coisa foi tão feia, mas tão feia, que a maioria dos fãs sentiu raiva e largou também. Senti isso no momento em que assisti o filme 2, já que poucos gatos pingados estavam na sala do cinema e alguns chegaram a sair no meio do filme, o que presumo que seja consequência do mesmo sentimento fraquinho que eu nutria - de ver o filme salvar a série.
Tá, até parece...
Pra quem viveu esse mesmo nível de fanatismo, restou só o sentimento dúbio de ver rastejar o que já dominou o terreno, ao mesmo tempo que fomos presenteados com alguns detalhes que realmente faltavam na série - na verdade resumidos em uma imagem:

Eu sei, eu sei, nem adianta comentar "aaah já tinha beijo no filme 1" - o CARALHO que tinha! Aquilo não foi beijo! (abelha fia-da-puta).
Gostei- Não gostei - Chorei - Morri de Vergonha Alheia - Amei - Odiei - Detestei - Adorei - Vou Rever.
Nem dizendo tudo isso dá pra definir o que significa pra mim. Talvez, daqui a 10 anos, eu volte a falar no assunto.
Mas não sou a única pra quem esse filme foi importante - a série mais assistida e adorada do planeta tem ainda seus fiéis de plantão, tem impacto mesmo assistida 10 anos depois (pra quem compra os dvds) e precisava de um ponto final estilo "Cai o Pano", mesmo que doa muito a ceninha do barquinho na ilha deserta (se vc não viu, volte ao cinema e aprenda a esperar o fim dos créditos).
Não sei se isso foi uma crítica ou um desabafo. Mals aê.
8.8.08
Invisible Sun
2.8.08
Planet Claire
Pra que serve um blog ?
Não sei e pelo visto vou ficar sem saber por muito tempo.
Esse aqui já nasceu mal das pernas: foi criado num surto de raiva no fim dos "anos monstros" e quase morreu no dia seguinte. Passou então, 3 anos depois, a servir para minha síndrome Rob Gordon temporária (vide posts anteriores) e de novo foi pro limbo. Acabou sendo ressucitado um ano depois sem ter um objetivo definido além do básico "diário de uma loser". Pelo visto não vai longe.
E cá estou, encarando o blog em busca do que fazer. Não vou perder tempo filosofando sobre o nada, nem me martirizando por ter uma vida sacal. Muito menos por não saber, como meus amigos e outros blogueiros, escrever de forma engraçada ou intelectual-misteriosa até por que tirando umas duas moscas e o Dan, ninguém lê mesmo.
Melhor atribuir a função basiquinha de todo blog - diário público sem-noção. Pelo menos resolvi padronizar essa joça.
Não estudei o suficiente pra prova mas só estou apavorada com a possibilidade de entrar no avião sozinha. Fazer o quê? Suburbanice caipira e acrofobia dão nisso.
Here it goes again...
De alguma forma Brasília, que não significa exatamente um destino de viagem dos sonhos, desperta minha curiosidade e isso compensa um pouco o fato de me sentir mal por não ter estudado tanto. Somando-se o fato de raramente ficar nervosa em véspera de prova, sobrou só o avião mesmo.
Um ano atrás era só empolgação; a idéia da viagem como um todo era maravilhosa, com detalhes dignos de "momento virada" (trilha sonora e tudo) - até a banheira sair do chão. Decepções pessoais a parte, viajar valeu cada vez que minha vó riu da minha cara de pavor na poltrona do avião. Só que dessa vez nem vó, nem mãe, nem nada. Só eu e meu pobre estômago. Além da paranóia culposa que me ataca, de que vou ter uma trombose porque fumo.
Sim, tem apenas um ano que viajei de avião pela primeira vez.
Gorda, suburbana, pobre. Só meu nerdismo me salva de não estar casada vendo novela das 8. Se bem que bate um momentinho poor-pride de dizer "não posso, vou viajar" ignorando de leve que...errr... ninguém vai pra Brasília passar o fim de semana, né?
*gulp*
Mas eu vou.
Daqui a pouco.
Se me perguntarem a praça dos três poderes bombou nesse finde.
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