29.10.11

Where is my mind?


Depois do post confessional anterior estou ligeiramente envergonhada de postar algo ainda pior, mas vamos lá... Isso ainda é um blog pessoal por incrível que pareça.

De uns tempos pra cá tenho desenvolvido uma espécie de mania de criticar artisticamente algumas coisas. Como se eu entendesse bulhufas de arte ou coisa parecida. Cheguei a escrever e apagar alguns posts sobre o assunto, para logo em seguida sentir vontade de falar novamente.

Quando empaco com algo é simplesmente terrível, nada mais sai. Percebam que o nível vai caindo e a pressão por escrever é maior ainda, resultando em textos toscos como este.

Não tenho obrigação nenhuma de escrever. Só necessidade. E o que quero colocar pra fora não sai do jeito que quero, numa escala crescente de frustração.

Já estou cogitando a possibilidade de voltar ao papel e caneta. Até para postar no blog.

Hoje foi pior ainda, porque resolvi assistir os episódios da TV Pirata - minha esperança era de revisitar uma época boa (ou nem tanto) da minha vida, onde eu me escondia atrás do sofá para assistir os episódios porque já tinha passado da minha hora de dormir. 

E o resultado foi catastrófico. 

O programa de humor envelheceu mal (não tanto quanto a Regina Casé), as piadas sobre telefonemas interurbanos e planos econômicos não me arrancaram graça alguma e a vontade de escrever uma bela crítica sobre o assunto disparou uma espécie de irritação.

Perdi 4 horas pulando de episódio em episódio buscando o que me atraía tanto no programa aos 7 anos de idade e me dei conta que não buscava minha infância, nem um período histórico da sociedade brasileira. Eu queria uma desculpa para escrever.

Então aqui está o que provavelmente é o texto mais inútil (e mal escrito) da minha vida.


27.10.11

Tic Nervoso

Post levinho para descontrair?

Nem tanto. É que nesse momento estou jogando pelo menos 2/3 da minha vida fora. 

Há alguns anos atrás, mencionei que estava fazendo uma grande arrumação nas minhas tralhas e empacotando tudo para me mudar (Aham, senta lá Claudia Zaíra) e com o meu deadline pessoal se aproximando (sem a menor perspectiva de dar certo) resolvi que cansei de juntar coisas...

Na verdade me apavorei com minha avó, que está deixando a família inteira em crise com suas manias, dentre elas, a de juntar bagulhos há mais de 50 anos sem jogar absolutamente nada fora. 

Hoarding. Já ouviram falar disso?

Então, há alguns dias comecei com umas revistas aqui, umas roupas velhas acolá, agendas antigas, canetas que não funcionam, isqueiros quebrados, recibos de pagamentos, comprovantes, extratos, cadernetas de colégio, etc. Quando me dei conta, eu estava rodeada de 30 anos da minha existência espalhados ao meu redor. Eu tinha jogado pouquíssima coisa fora e corria o risco de me tornar a minha vó em tempo recorde.

Falando assim parece fácil, mas no primeiro dia (comecei na terça) parecia que estava tirando um pedaço do meu corpo. Cada coisa no lixo me dava vontade de chorar. Queria guardar um bando de pequenas tralhas com a desculpa de que iriam ter utilidade depois.  
 
- É só consertar... 

- Deixa que eu junto com outro... 

- Ahh, isso é importante...

Fora a preguiça imensa de arrumar e colocar as coisas no lugar, para finalmente me tocar que as coisas não tinham mais lugar!

No fim das contas arranjei uma solução um tanto quanto tosca - estou fotografando algumas coisas (com a desculpa de que foto digital não ocupa espaço) e desapegando de tudo. O efeito da foto, por incrível que pareça, facilita o processo de desvinculação com o objeto. Fora que me surpreendi como o que sobrou agora não precisa mais se acumular em cima da minha cama...

A disposofobia (nome em português para a doença) pode chegar a um nível tão assombroso que a pessoa começa a recolher lixo na rua, com a desculpa de dar aos objetos uma função. Mas não vou sair por aí catando lixo - espero - na verdade ontem já se foram 4 sacos grandes e hoje já são mais dois desde que cheguei em casa.

Para uma historiadora parece meio traição agir com tanto desprezo, mas é necessário. Senão daqui a pouco só conseguiria um par de meias quando terminasse a pós em Arqueologia.

Mas que dá um nervoso jogar fora, porra... Desde ontem meu nervo ocular tá pulando carnaval.

26.10.11

Bad Day


UPDATE: A Veja modificou e consertou a matéria. Pena que eu não dei print ontem na página completa, mas já dá pra ver na foto abaixo e na primeira linha do texto que eles revisaram a própria publicação. Corrigindo a  mancada da frase inexistente, o trecho que eu colei anteriormente foi substituído por:
"Bono deu uma declaração bombástica para os fãs do U2: a banda pode terminar em 2012. "Não sei ao certo se realmente chegamos ao fim. É provável que ouçam algo sobre um novo trabalho no ano que vem, mas também é possível que isso não aconteça", disse, em entrevista recente à edição americana da revista Rolling Stone."

Resta saber, será que eles se tocaram sozinhos, ou alguém reclamou? Por que ler meu blog, eu duvido.

Se tivessem lido, perceberiam que a declaração é do The Edge e não do Bono...


Lá vou eu falar de U2 de novo... Não gosto de ficar empurrando meu gosto goela abaixo dos outros, nem ficar pagando de samba de uma nota só. Mas digamos que este post não é exatamente sobre o U2, mas sobre manipulação de mídia.

Hoje Bono Vox entrou no Trending Topics brasileiro graças a uma matéria da Revista Veja online entitulada "U2 deve acabar em 2012". E desde então fás brasileiros estão lamentando e não-fãs comemorando ou cagando pra notícia.

Clique na imagem para ver a matéria.
"Bono deu uma declaração bombástica aos fãs do U2 nesta quarta-feira: 'A banda deve terminar em 2012. Não sei ao certo se realmente chegamos ao fim. É provável que ouçam algo sobre um novo trabalho no ano que vem, mas também é possível que isso não aconteça', disse, em entrevista recente à edição americana da revista Rolling Stone."
Ok, respira, lá vou eu checar a matéria na Rolling Stone e dou de cara com essa declaração.

"Meanwhile, U2's future plans are not set. 'It's quite likely you might hear from us next year, but it's equally possible that you won't,' says the Edge. Adds Bono, 'We have so many [new] songs, some of our best. But I'm putting some time aside to just go and get lost in the music. I want to take my young boys and my wife and just disappear with my iPod Nano and some books and an acoustic guitar.'"
Sou fã o suficiente pra entender que a banda pode sim, acabar e também estou atenta para o fato de que 35 anos de banda gera um esgotamento e que eles precisam de um tempo para se decidir sobre o futuro. Mas a frase  "It's quite likely you might hear from us next year, but it's equally possible that you won't" não contém o pedaço, introduzido pela Veja, onde se lê "A banda deve terminar em 2012."

Desconfiada de que poderia ser uma frase deletada na versão online, fui atrás de alguém que tenha lido a revista física, e... nada! Quem leu a revista física, diz que a declaração (que é do The Edge e não do Bono) fala que há uma chance de 50/50 de sair material novo em 2012.

Então não é uma questão de ser fã esperançosa e esperar que a banda não acabe nunca. Eu particularmente prefiro que a banda encerre no auge do que caia a qualidade. Mas o questionamento da banda é se eles ainda tem gás para lançar algo novo, se ainda compensa passar por toda a rotina de compôr, entrar em estúdio, sair em turnê, etc. Muitas bandas sobrevivem sem passar pelo ciclo todo e talvez o U2 acabe sendo mais uma banda referência (que lança material especial e faz show especiais esporádicos) do que necessariamente acabe de vez.

O que me chocou na nota não foi a possibilidade de um fim iminente da banda, mas o fato da Veja ter incluído uma frase que não está no original da entrevista! E pra quê? Pra entrar nos TT's? Pra gerar uma falsa notícia? Acesso à página? Pra acabar com o U2?

Sério, Veja?

Que a Veja manipula e mente, não é novidade pra ninguém, mas antigamente a manipulação era ligada a assuntos políticos e sociais, não o fim de uma banda. Foi pra dar um "realismo" maior a nota que, basicamente era sobre uma pausa de questionamento e reavaliação? 

Então o que fica é uma simples pergunta: Se a Veja é capaz desse esforço todo em relação a algo irrelevante como o U2 (sim, apesar de fã eu sei que o fim do U2 não vai acabar com o mundo) imagina o que ela não faz com a política? Antigamente eles tinham pelo menos a ambição de mudar o país, manter o nível de conservadorismo, perseguir a esquerda. Agora resolveram correr atrás do Bono? Qual a próxima?

Pra terminar e não colocar mais U2 no blog, resolvi escolher como faixa-título deste post uma música do REM que, há muito tempo atrás, ouvi o vocalista comentar brincando que era uma "homenagem" ao estilo do U2. Não achei a fonte da declaração, mas não confiem em mim - sou historiadora, não jornalista.

Casou perfeitamente a música ser sobre... Manipulação da mídia.

Veja, te dedico!



A Public service announcement followed me home the other day
I paid it and nevermind. Go away.
Shits so thick you could stir it with a stick
Free Teflon whitewashed presidency
We're sick of being jerked around
Wear that on your sleeve


Broadcast me a joyful noise unto the times, lord,
Count your blessings.
We're sick of being jerked around
We all fall down....
Its been a bad day.
Please dont take a picture
Its been a bad day.
Please...

15.10.11

Even Better Than The Real Thing (Fish Out Of Water Mix - 2011)


"You have to reject one expression of the band... first,
Before you get to the next expression.
And inbetween, you have nothing.
You have to risk it. All."

Ontem eu falei sobre o documentário do U2 que ia passar no Festival do Rio - gratuito, à meia noite, no cine Odeon - e assim que terminei de postar, fiz o que ameacei fazer: catei o torrent dele e do outro filme (Killing Bono) e coloquei pra baixar.

Só que lá pelas 9 da noite me deu um tédio imenso e praticamente rasguei o pijama e saí correndo. E ainda cheguei em casa antes do torrent terminar de baixar...

U2 - From The Sky Down é completamente diferente do que eu imaginava (clique na imagem para ver o trailer).

Se documentarista fosse, faria um percurso completamente diferente do feito pelo diretor Davis Guggenheim. Mas o mérito do cara é absurdo, em percorrer o processo de criação e reinvenção de uma banda à beira do colapso. 

Ao contrário do descrito pela Folha de S. Paulo, o filme não mostra "as dificuldades da banda para fazer seu álbum "Achtung Baby" (1991), considerado uma reviravolta na carreira do grupo (...)", o que o filme mostra é o impacto que a viagem aos EUA e a fase "americana" tiveram no processo criativo do grupo - um colapso de falta de identidade e criatividade que levou a banda a rejeitar a imagem que eles mesmos estavam criando - e como essa ruptura abriu espaço para a reinvenção conceitual do U2.

Sempre que se fala da trajetória da banda, a virada de Rattle and Hum para Achtung Baby é descrita como um vácuo, onde subverteram-se os valores artísticos e, não obstante, alguns fãs radicais rejeitam o que chamam de "Fase Zoo TV" como um erro (musical e artístico), ou um exagero megalomaníaco e se consideram mais puristas em relação às origens do pós-punk industrial.

Partindo do que era o U2 antes do Joshua Tree, o documentário deixa a banda solta pra fazer sua própria viagem autocrítica (e não uma ego trip) aos elementos que tornaram o U2 um sucesso nessa primeira etapa.

Diferente do que eu havia dito no post anterior, foi o Joshua e não o Achtung que haviam colocado o U2 no centro da mídia - nos estádios, na capa da Time, nas lentes de Anton Corbjin, na Rolling Stone. Então, como eles mesmos descrevem, o quarteto de irlandeses meio caipirões saiu em busca de um mergulho na música americana, na raiz da cultura e no próprio sucesso.

O que grande parte dos fãs considera o início do auge, para eles foi o início do declínio.

14.10.11

Even Better Than The Real Thing

Quem já acompanha este humilde blog sabe que em outubro sempre gravito em torno de 3 temas - meu aniversário, U2 e o Festival do Rio.

Meu aniversário já passou, mas como manda a tradição titio Bono Vox sempre lança alguma coisa pra me agradar e me fazer gastar a mesadinha que minha vó me dá. #JorgeFeelings 

Esse ano não foi diferente e vieram 2 presentes:


A hiper edição de aniversário do álbum Achtung Baby e o especial da revista Q, com um cd de covers especiais do mesmo disco, comemorando 25 anos da revista, 20 anos do álbum e 35 anos de U2.

 Clique nas imagens para mais detalhes

Enquanto eu espero o Dan contrabandear isso tudo pra mim (hehehe), dá pra diminuir a ansiedade vendo os diversos filmes que saíram sobre o U2 nos últimos tempos, dentre eles o documentário que passa hoje no Odeon (de graça) "U2 - From the Sky Down" que fala justamente sobre a grande virada, do fim da turnê Joshua Tree para as gravações do Achtung Baby, album que redefiniria a história da banda. Como o próprio Bono disse uma vez, "que os tiraria dos Ginásios para os Estádios".

Eu me animaria mais para pegar a fila e tentar a sorte, mas a sessão é a meia noite e gratuita = confusão. Fora isso o filme que eu realmente quero ver sobre o U2 é o que não passou aqui no Brasil e até onde eu sei, não tem nem sequer previsão de lançamento. Nem do DVD. 


"Killing Bono" conta a história de 2 irmãos da Irlanda que reuniuram com amigos na escola, montaram uma banda que fazia um certo sucesso local, chegando até a assinar contrato com uma gravadora, mas que não previram que um outro grupo de garotos, que tinham uma bandinha até então desconhecida, se tornariam uma das maiores bandas de Rock do mundo... O U2. 



Inspirado na obra "I Was Bono’s Doppelganger” do músico e jornalista musical Neil McCornick (um dos irmãos do filme) o filme fala do fracasso e do sucesso de forma bem humorada, ao "matar" Bono Vox na ficção e expurgar qualquer mágoa de cabocla do passado.

O filme é uma produção independente e mesmo sendo até promovido pelo próprio U2 no site oficial da banda, não chegou a passar em muitos lugares fora da Europa e EUA e não recebeu muita publicidade, o que me leva a suspeitar que talvez não seja tão bom assim.

Enfim, se não rolar Odeon hoje, vocês já sabem o que eu vou baixar via torrent, né?

De qualquer maneira eu tinha criado uma certa expectativa de vê-lo no Festival do Rio, principalmente pelo público que o U2 tem no Brasil e as diversas datas comemorativas ligadas a banda. Pena que não rolou.

Mentira, eu queria mesmo era que passasse por causa do meu aniversário!

Mas até isso tem uma explicação: O U2 ama lançar coisas em Outubro não só pelo trocadilho com o álbum October, mas pelo fato dele ter sido lançado em Outubro. Taí uma curiosidade: a Wikipedia coloca a data como 12 de outubro, no disco eles falam de 10 a 12 de outubro. 

Mas eu gosto de acreditar que o álbum foi lançado no dia em que eu nasci: 11 de outubro de 1981.  

E ai de quem me diz o contrário...

13.10.11

Núcleo Base


Procrastinação, aqui me tens de regresso... #Not


Acabou que o prometido post sobre o assunto que tanto me incomodou no fim de semana passado não saiu. Na hora enrolei, rascunhei algo (eu e a minha mania de escrever no bloco de notas, não salvar e o pc reiniciar apagando tudo) e acabei desistindo.

Logo em seguida veio a carga de serotonina e endorfina do combo eterno meu aniversário + feriado. Não importa se é dia das crianças ou dia de santa padroeira, sempre amei o fato de ter 2 dias pra comemorar. As celebrações foram comedidas e limitadas pela chuva (como sempre), mas não me importei por que consegui recarregar as energias.

Então hoje resolvi tanta coisa muída, probleminhas, pendências, que não me lembrei de voltar aqui e reescrever tudo. Tenho 2 telefonemas importantes a fazer, mais algumas coisas para terminar e, pra completar, tive outras idéias para postar.

Minha mente já saiu do assunto, então o propósito de higiene mental perdeu o sentido. Resta um outro, que provavelmente vai me fazer retornar ao assunto antes que eu queira.

Não hoje. 
Ainda tenho que ir na padaria antes que feche.



Outro dia pode ser mas não vai dar pra ser agora...
la lala lalalala


Eu tentei fugir não queria me alistar
Eu quero lutar mas não com essa farda
Eu tentei fugir não queria me alistar
Eu quero lutar mas não com essa farda


E já está ficando tarde e eu estou muito cansado
Minha mente está tão cheia e estou me transportando...

10.10.11

Perfeição

Foi só reclamar dos vizinhos cantando Legião no domingo, que me deu vontade de ouvir essa música hoje. 

Mais que isso, Renato acabou salvando meu dia.

Detalhe, amanhã fazem exatos 15 anos que ele morreu. No dia do meu aniversário de 15 anos.

E essa música estranhamente se encaixa no dia de hoje e ainda serve perfeitamente para descrever o país que vivemos hoje.



Ou era essa, ou Lou Reed...

Where I'm Going


Conforme a programação pré-aniversário, meus últimos dias foram intensos. Comigo é assim sempre. Gosto de acreditar em uma metáfora bem babaca de que são meus dias de fênix - queimando pra renascer novamente amanhã.

 Partiu balada?

Só que a intensidade oscilou tanto pro alto quanto pra baixo e vai ser bem complicado colocar tudo aqui. Então quem tiver algum interesse de acompanhar a história (ou as histórias) aguardem diversos posts ao longo do dia.

Poderia ter começado ontem, mas a ressaca monstro me impediu de fazer qualquer outra coisa que não fosse ir até a cozinha, pegar água e voltar pra cama. Nem à parada gay eu fui (outro ano que eu perco a oportunidade). Também tinha convites para o Video Games Live e Festival do Rio. Pena que eu estava ocupada morrendo.

O último sábado dos meus 20 e alguma coisa foi um belo resumo da década - festa hipster, aniversário com bolo, algodão doce e maçã do amor (que eu perdi em algum lugar), porre de prosseco e champagne (Sou Rycaaa #Not), pegação, música estranha, pessoas estranhas e situações estranhas.

#amomuitotudoisso

Esse foi o lado bom. Ao longo do dia voltarei com mais informações e desabafos à la Jack.

Por ora fica a música indie que mais tenho ouvido. 

Bem que podia ter tocado sábado.

Detalhe: o vídeo abaixo é um clipe fofíssimo feito por um fã, com playmobils e outros brinquedinhos. 

5.10.11

Changes - II


Pequeno update: Este post ganhou um número, por que já havia outro com o mesmo nome, inspirado na mesma música.



Não costumo chorar muito a morte de quem eu acredito que contribuiu muito em vida e, mesmo que talvez tivesse tido tempo de contribuir mais, já fez mais do que suficiente para a eternidade de suas idéias. Mas é impossível não pensar na morte de Steve Jobs e na sua trajetória de vida. Até pra compor este (e quase todos os outros posts desse blog) tive que catar no iTunes a música que queria de faixa-título. Como ele mesmo faz questão de dizer no vídeo acima, seu legado vai estar presente cada vez que digitarmos uma meia dúzia de caracteres em um programa de computador.

Agora, vendo esse vídeo e um outro discurso (logo abaixo) também atribuído a ele (indiretamente, por expressar suas idéias) sendo postados por pessoas que, acomodadas em seu pequenino mundo burguês, acreditam que sejam idéias inspiradoras não deixo de dar uma sincera gargalhada. Muitas delas não sabem ou não fazem a menor idéia do que é realmente sacrificar seu conforto, sua vida, levar os pais e familiares à loucura em busca de, simplesmente, colocar suas idéias em prática no mundo.

Steve Jobs será perdoado dos erros que cometeu não pelo legado que criou, mas pelo fato de ter se tornado um magnata. A imagem do self-made man do capitalismo liberal. Bem longe do que ele mesmo acreditava ao recomeçar tudo do zero. Ele ganhou dinheiro, isso importa. Mas mais importante que isso ele fez o que ele queria fazer e mudou o mundo a sua volta.

E aqui eu reproduzo suas duas mais importantes mensagens, pois elas confirmam o que eu venho suspeitando já a algum tempo. Quem realmente muda o mundo à sua volta, pode até pagar um preço caro por isso, mas não tem medo de fazê-lo.

Quem se acomoda, pode viver a vida normalmente. Mas quem se move, por mais louco que seja, por mais infantil que pareça,por mais arrogância com que aja, move o mundo.


Here's to the crazy ones. The misfits. The rebels. The troublemakers. The round pegs in the square holes. The ones who see things differently. They're not fond of rules, and they have no respect for the status quo. You can quote them, disagree with them, glorify and vilify them. About the only thing you can't do is ignore them because they change things. They push the human race forward. And while some may see them as crazy, we see genius. Because the people who are crazy enough to think they can change the world, are the ones who do.


Ch-ch-ch-ch-Changes (Turn and face the strange)
Ch-ch-Changes... Oh, look out you rock 'n rollers
Ch-ch-ch-ch-Changes (Turn and face the strange)
Ch-ch-Changes...
Pretty soon now you're gonna get older!

Time may change me, But I can't trace time

I said that time may change me... But I can't trace time

Resistance

Estou numa semana totalmente dedicada a 4 coisas - Revisitar a obra de George Orwell, ler Reinhart Koselleck, postar no meu novo blog e ouvir Muse. 

Talvez tenha alguma relação, talvez não. 

Eu quero acreditar (#FoxMulderFeelings) que tenha algo a ver com uma procura, ou melhor, uma busca sobre o espírito crítico do momento em que vivo. Tudo me leva a crer que estamos prestes a vivenciar uma ebulição social no Brasil e o que estou desesperadamente tentanto absorver e entender é o sentido da crítica na sociedade que vivemos e de onde ela se originou. 

Mas vou guardar o Historiadora Mode para o novo blog. Aqui fica só a inspiração literária e musical do momento. 

Aliás, 2 adendos: 

- Está cada vez mais difícil me separar entre as duas atividades. Engraçado, que pensei que ao fazer o segundo blog seria mais fácil delimitar os assuntos, mas o que é inspiração e o que é trabalho não são tão definidos assim, por tanto crossovers acontecerão o tempo todo.
 
- Catando um vídeo que pudesse ser incorporado acabei esbarrando na lembrança de que não terminei de falar sobre o show do U2. Em abril... Novidade. Desde quando eu termino algo?


Então só me resta postar o vídeo do mega show de abertura daquela noite, em que eu e Dan perdemos a primeira música, mas valeu tanto a pena quanto o resto.

Além do mais, tudo ao meu redor tem girado em torno de uma certa distopia. 

Discuto isso nos próximos capítulos.


Calm your prayers for love and peace,
You'll wake the Thought Police,
We can hide the truth inside.

It could be wrong, could be wrong, But it should've been right,
It could be wrong, could be wrong, To let our hearts ignite,
It could be wrong, could be wrong, Are we digging a hole?
It could be wrong, could be wrong, This is out of control,
It could be wrong, could be wrong, It could never last,
It could be wrong, could be wrong, Must erase it fast,
It could be wrong, could be wrong, But it could've been right,
It could be wrong, could be wrong,